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terça-feira, 12 de março de 2013

Uma carta suicida...

      "Sob está vela aqui escrevo, a lua lá fora que ilumina a noite fria e calada, o céu vermelho como o sangue que de minhas veias escorre. Escrevo sobre as feridas abertas e não cicatrizadas, estas marcas de momento de angustia que aqui deixo em minha carne, gravada.
            Estes cortes que aos poucos me matam, estas lágrimas que de meus olhos escorre, uma maquiagem já borrada, os meus olhos ardem em chamas e eu soluço tentando segurar a dor. Por sentir-me melancólica eu escrevo para fazer este sentimento ou estado, não sei ao certo, passar.
            Eu gostaria muito de dia após dia colocar uma máscara e parecer uma pessoa diferente, mas por ser diferente não me permito parecer com os outros, prefiro-me diferente e inconsistente, pois assim sou um ser normal mesmo não sendo normal.
            Portanto aqui escrevo esta carta bagunçada e sem sentindo, mas presente das minhas dores. Assim eu só escrevo para ver se me entendem, insisto em dizer que já não passo bem, porém nem tudo é como queremos. Então, aqui sob a luz desta vela eu deixo meu último suspiro.
            Perdoe-me, mas já não há mais sentido para encontrar-me viva!
Adeus!!!    
 


No dia seguinte a mãe ao entrar no quarto da menina, encontra-a sem vida."


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