Era pra ser só um passeio de família, o primeiro de muitos anos... Mas foi muito mais do que isso algo que não dá para se descrever em palavras...
Capítulo 1
Estávamos a beira mar, em uma antiga casa quando assinamos o contrato que continha todas as leis e cláusulas da viagem. O que me chamou a atenção naquela folha de papel era o fato dela ter um caráter antigo e uma aparência envelhecida como papiro visto de longe, não cheguei a ler o contrato, nem ao menos vê-lo de perto, só me recordo de meus pais assinando a folha e depois sorrindo. Para eles, e para mim esse era um sonho realizado. Uma viagem em família que seria inesquecível.
O tempo mudava constantemente naquela região, ao anoitecer do primeiro dia as estrelas cobriam o céu como um manto iluminado, e a lua brilhava solenemente com o tom misterioso refletida no mar e deixando cinza a grama verde ao redor da casa. Adormeci ali olhando as estrelas pensando na viagem e nas novas experiências que ela poderia me proporcionar, conhecer novos lugares fazer mais amizades, descansar... Quando acordei estava em meu pequeno quarto, e a luz do sol entrava através da cortina.
Ao amanhecer desse segundo dia quando sai pela manhã o sol era forte, enchia o céu com um brilho quente e branco que quase me cegou, porem quando desviei os olhos do céu claro pude ver a grama e as arvores ao meu redor, tive que piscar várias vezes para ter certeza do que estava vendo, pois a grama que ao anoitecer era verde e macia agora estava seca e sem vida arranhando meus pés, e as árvores sem nenhuma folha tinham um tom negro e seus galhos eram como raios sombrios contra o dia claro que começava.
Tivemos um dia cheio, pois a casa estava com muitos hospedes que viajariam conosco. Ficamos dentro da casa comentando nossas expectativas sobre a viagem, então não tive oportunidade para falar do que havia visto lá fora, e na verdade parecia que não estavam atentos ao clima, pois ao anoitecer ninguém se surpreendeu ao ver a tempestade raivosa que durou a noite toda deixando tudo ensopado no dia seguinte.
Os dias foram passando e as vezes ao amanhecer continuávamos nos deparando com cenários diferentes e intimidadores, sem ao menos termos começado a viagem, mas ninguém se dava conta disso, pareciam cegos.
Havia algo acontecendo ali, algo medonho que não era justificado por uma lei plausível...
Mas havíamos assinado um contrato aceitando todas as imposições e regras ditadas por capitão respeitado por todos, alguém com passado desconexo que somente os seu chamados “tripulantes”- homens de sua confiança- conheciam.
E foi aí que o inferno começou...
Continua. Aguarde as próximas publicações...
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